Conheça as ilustrações do livro “Nina tem medo de palhaço”, realizadas pela artista Mariana Fujisawa

Além de abordar o conteúdo sobre o medo na infância, o livro também abrange as questões sociais e políticas no mundo, como as crianças em situação de risco e que passaram por várias perdas, fornecendo, assim, importante reflexão da atualidade

Nina tem medo de palhaço, escrito por Walter de Sousa, é o novo livro infantil publicado pela Kapulana. Na obra, Nina é uma menina que perdeu a casa e vive com mãe em um campo de refugiados. Corajosa, ela enfrenta de tudo, a única questão é o seu medo de palhaço. Mas e de palhaça? É quando conhece a palhaça Jurubeba que Nina aprende sobre as coisas e lugares e que o medo é um sentimento normal. Além de abordar o conteúdo sobre o medo na infância, o livro também abrange as questões sociais e políticas no mundo, como as crianças em situação de risco e que passaram por várias perdas, fornecendo, assim, importante reflexão da atualidade.

O livro é uma homenagem ao trabalho social e cultural da palhaça brasileira Gabi Sigaud Winter, a Jurubeba, e de todas as palhaças e palhaços que divertem e confortam crianças pelo mundo todo. A obra também homenageia os Palhaços sem Fronteiras (Clowns without Borders International) organização que atua desde 1993.

Nina tem medo de palhaço conta com as ilustrações de Mariana Fujisawa. Leia abaixo um depoimento da artista sobre o processo de desenvolvimento das maravilhosas artes presentes no livro:

Ilustrei o ‘Nina tem medo de palhaço’ sempre em contato com o autor e, principalmente, com a Gabi Winters – a palhaça Jurubeba. Foi uma grande preocupação que eu pudesse retratar esta história ao mesmo tempo com liberdade e fidelidade à situação vivida por crianças nos campos de refugiados ao redor do mundo. Para isso, recebi dezenas de fotos dos trabalhos da Gabi em vários países e campos, e me baseei nelas para compor personagens e cenários.  A técnica utilizada foi tinta guache e lápis de cor sobre um papel de cor terrosa. Enquanto o guache apresenta cores vibrantes, o lápis de cor enriquece as ilustrações com textura.  Procurei manter formas simples nos desenhos: a ideia é de que todos possam reconhecer e se empatizar rapidamente pelas situações vividas por Nina e seus amigos – mesmo que estas realidades pareçam muito distantes.
 
22 de fevereiro de 2019